11 de outubro de 2017

Quero uma vida que não seja condicionada pela tua presença, ou aliás, pela falta dela. Quero poder chegar a casa, desligar-me do mundo e adormecer sem que sejam as dúvidas ou incertezas as últimas coisas a passarem-me na cabeça. Quero poder acordar numa manhã calma de seja lá qual for o dia da semana, e não ter a necessidade de querer saber de ti ou do que andaste a fazer enquanto eu estava a dormir. Quero poder sair de casa, ir aos cafés que costumamos frequentar, ao cinema, ou pôr gasóleo no meu carro novo sem ter medo de te encontrar na primeira esquina. Quero uma vida em que não exista isto - seja lá que sentimento for - que sinto por ti. Porque digo-te que já não é amor. Ou talvez ainda seja, seja sempre, mas não daqueles bons como mostram as comédias românticas que toda a gente gosta de ver num domingo à tarde. Quero desligar-me de ti e destes últimos anos da minha vida que vivi em função daquilo que dizias sentir. Na verdade, acho que nem tu próprio sabe aquilo que fui para ti. Foste enganando dia após dia pelos teus próprios sentimentos e pelo teu medo de ficar sozinho por não saberes sequer aquilo que querias de mim. Nos dias em que batia com a porta do teu carro como se nela tivesse a descarregar a raiva, ódio que sinto por ti, e tu ainda assim pedias-me para ficar. E eu ficava. Nos dias em que eu estava lá para ti, deitada no teu peito enquanto víamos um filme qualquer rasco, nem notavas que era eu que ali estava. Pergunto-me como é que depois de todos estes anos não consigo distanciar os momentos bons dos maus, os tristes dos felizes, os que nos amamos dos que nos odiamos. Que raio de amor foi este? Que me consumiu, tomou conta da minha vida e me fez viver os anos que dizem ser os melhores de sempre, a chorar por alguém que não sabe ainda aquilo que quer? Por alguém que me fez refém das suas duvidas, medos e incertezas. 
Dizem que o tempo cura tudo. Mentira. Dizem que as oportunidades não aparecem, mas sim nós que as agarramos. Mentira. Dizem que o amor te torna no melhor e mais puro que consegues ser. Mentira. Nós somos aquilo que escolhemos, nós somos aquilo que o nosso consciente decide fazer. E eu ao longo destes últimos anos escolhi-te. Escolhi-te sempre acima de tudo e de todos, mesmo de mim. Até quando dizia aos outros que já não queria saber de ti ou que esta era a última vez que acreditava. Dava-te a mão e de olhos vendados continuava a escolher-te cegamente. Escolhi-te em todos os dias que jurei serem os últimos, acreditando sempre que não fosse a nossa última vez, porque não sabia ter outra escolha que não fosses tu. 
Se o amor é realmente uma escolha, que acredito que o seja, se soubesse o que sei hoje, tinha-me escolhido a mim. De todas as vezes. 

21 de março de 2016

O ano mudou e eu quase não reconheço as paredes inacabadas que deixei aqui. Verdade seja dita que não senti vontade de as terminar. Não senti vontade de voltar a escrever-te, porque escrever-te implica apaixonar-me cada vez mais por ti, e neste momento, já me basta saber que te amo. Mas não queria, juro. Não queria voltar a deixar sair este bichinho da escrita que tem o teu nome e insiste em pintar-nos de cores felizes e formas bonitas. Nós não somos isso, já me mentalizei à muito tempo que assim o é. Deixamos de o ser, a partir do momento em que eu deixei de ter vontade de te escrever. Não, hoje não é uma excepção. Apenas estou aqui, porque estava às voltas na cama e lembrei-me que havia um capitulo que precisava de ser terminado. Não aqui, na escrita. Mas na minha vida. Esse capitulo tem o teu nome, e o que está lá dentro é um mistério que envolve todo o processo de me desapaixonar por ti. Sei que não é impossível, já me disseram. É isso o que mais custa; perceber até que ponto é que devo ou não dar mais de mim, porque haverá certamente uma altura em que receio já não ter mais nada para dar. Eu não tenho, juro. Mas também não sei chegar ao ponto de te deixar ir, sem te pedir que fiques. Controverso não? Não querer lutar para que fiques, mas também já não ter voz nem força para te chamar. É isso que me confunde e me faz dar voltas na cama quando o sono insiste em não chegar. Ás vezes ainda te sonho, não connosco mas contigo. Apareces como não quer a coisa, como se fosses dono dos meus sonhos e principalmente daqueles que tornamos nossos. E eu continuo a deixar-te ficar, sempre noite após noite, porque ainda não descobri forma mais bonita de adormecer que não ver-te. Mas eu não quero, juro. E depois é todo este processo entre o não querer e o não dever, que me faz dar voltas e mais voltas sem me deixar descansar de ti. Sem que o teu nome ainda me faça pensar em sermos algo, algo nosso, algo bonito. 
E com isto, não quero dizer que te voltei a escrever. Mas certamente sei que fiquei mais apaixonada por ti, mais que não seja por afastar todos os pesadelos, e sobrepor qualidades que nem sequer sabes que tens. E isso, apaixona-me. E eu não queria, juro. 

7 de novembro de 2015

Acho que me apaixonei por ti num daqueles dias em que te disse baixinho que isso jamais poderia acontecer. Batemos o pé, jurámos que não e lutamos até ao fim para que os sorrisos escondidos não levassem o melhor de nós. Mas já nos viste agora? A rir como quem ri da maior piada que alguém pode contar. A ser livre como se nós fossemos um pássaro que sobrevoa a cidade em tempos primaveris. Porque é que lutamos contra o mais bonito que poderíamos ser? Porque é que evitámos ao máximo vermos-nos um ao outro da forma mais bonita que consegue existir? Sei que não te amo, mas sei que gosto de ti. Sei que somos o mais bonito e o mais simples que tenho vivido ultimamente. Sei que somos o mais leve, que menos pesa e doí no peito, que anda por essas ruas. E por isso sei que já não tenho forças para nos rejeitar mais, principalmente aquilo em que nos tornamos. Sei que gosto de ti e que os dias de Novembro me sabem melhor do teu lado. Sei que posso adormecer em ti e acordar connosco a rir aos meus ouvidos. Sei que por agora somos um do outro, enquanto toda a gente passa por nós de mão dada na rua. Sei que por agora estou em ti e isso chega-me para te fazer sorrir. 

29 de julho de 2015

Seria tão mais fácil escrever-te se houvesse um motivo válido para fazê-lo. Estar contigo exigiu que esquecesse tudo aquilo que sempre acreditei, que abafasse todas as vozes que me faziam desistir e segurar na única razão que me fazia continuar. Tu. E depois disto, deparo-me sem conseguir encontrar um motivo para te escrever. Não sei se posso dizer que me fizeste bem. Fizeste? Fazer-me esquecer aquilo que sempre acreditei para crer em algo que me destruía, não foi, de todo, o que esperaste para mim. Fazer-me desistir de mim, enquanto me fazias sonhar com algo melhor. Nós. Mas quanto tempo durou este nós? Tempo suficiente para valer a pena ter desistido de mim? Do que sempre acreditei? Daquilo que sempre tive presente e alcançável em toda a minha existência? Talvez. E com isto quase que consigo encontrar mais uma razão para gostar de ti. Mas não devia. Não devia e não podia porque tu disseste-me para não o fazer. Que estava melhor sem alguém que me fazia acreditar que o mundo poderia ser destruído e havia maneira de conserta-lo. Que não valia a pena os minutos que sorria por nós, pois havia sempre razão para estragares esses minutos. Dizias-me que não devia gostar de ti porque havia algo que não encaixava. Que cliché, não? Há sempre algo que não encaixa, sabes? Nós não encaixávamos, de todo. E saber que tentei tantas vezes que desse certo, por mais dias que tu tenhas gasto a dizer que era impossível. E ias embora com a certeza que não resultava, e eu ficava ainda com mais certezas que voltarias. E todas as tuas voltas, agora, vejo que me fizeram crer que por mais vezes que tentássemos, nunca acertávamos um no outro. Insistíamos em algo que havia terminado, continuávamos a persistir no erro de continuar após todas as indicações para um recomeço. Quantas vezes recomecei eu sem ti? Quantas vezes acreditei que seria possível conseguir sem te segurar? Nenhuma. Estou pronta para um recomeço mas ainda não aprendi a recomeçar sem ti. Porque tu não o permites que o faça. Pedes-me que o faça e ao mesmo tempo prendes-me na incerteza de uma próxima vez. Mas quantas já foram? Quantas vezes fui presa por ti?

11 de julho de 2015

E é quando mais te peço para ires embora, que mais força fazes para ficar. Não comigo, mas com a possibilidade do que seremos. Porque nunca fomos nada, no entanto, por momentos já chegamos a ser um tudo. Um tudo que nos transforma em algo que não cabe sequer dentro de nós, quanto mais dentro das nossas mãos. Um tudo que se dissolve em incertezas do tempo e partidas de dias. Nunca há como ir de vez sem se deixar o que tem de ficar. E o que fica em nós, é tão tudo. Não me peças para ser tudo, quando tu próprio me dizes que não queres nada e anseias por permanecer assim. Não me peças para ir, porque é quando eu mais quero ficar. E hoje, quase que quero.

23 de junho de 2015

"Esse amor que nos prende e ao mesmo tempo nos liberta, é maior que nós dois." 
Eu no fundo já devia saber que a tua ida não tinha sido um ponto final daqueles inalteráveis. Que a tua despedida não era mais de que um "até breve" e que as últimas palavras que ouvi vindas de ti não tinham qualquer significado. O problema de ires e voltares, é saberes que eu ainda estou aqui. E sublinho: ainda. Porque não consigo não estar, não sei não olhar para ti muito menos não te segurar quando me pedes que o faça. A tua ausência não me ensinou o que deveria ter ensinado. A saber dizer não, não a ti, não ao teu, nosso, quase amor. E eu já deveria saber o que fazer, aliás, o que não voltar a fazer. Devia ter aprendido a não te pedir para ficar. A calar-me quando tudo o que mais quero dizer é que ainda te quero tanto. Mas tanto. Diz-me que é desta que vens sem dizeres mais tarde que tens de voltar. Que vais ficar a dar-me a mão perante toda a gente que sempre nos desacreditou. Que vais lá estar comigo mesmo quando os dias se arrastarem na rotina e te implorarem para me deixares. Promete que não o fazes, que não deixas que a erosão dos dias te gaste o coração ou as noites chamem o abraço de alguém que não o meu. Promete-me que desta é a vez, sem a existência de uma próxima. Lembra-te, eu ainda estou aqui. 

2 de junho de 2015

"Não deixes de escrever aqui." Quem me dera que isso fosse possivel. Quem me dera que voltasse a vontade de vos escrever.
Passaram dias. Passaram meses. E quem disser que o tempo faz esquecer, engana-se. Não te esqueci, nem vejo que esse dia esteja para breve. Vivemos na ilusão que haverá sempre outra oportunidade, que haverá uma nova chance para fazer os erros virarem certezas. Vivemos na expectativa que após um "adeus" esteja um "até breve" mesmo que se tenha dado mais que uma oportunidade. Mas quando é que se sabe que é a ultima? Quando os erros ultrapassam os sorrisos? Quando não há amor capaz de preencher os espaços de mágoa? Mas e o que fazer, quando há amor que é capaz de preencher todos os espaços que alguém deixou em branco após uma despedida? O que fazer quando mesmo depois de ter sido dado um passo atrás, se quer saltar para os braços de alguém? Os dias passam, os meses passam. E todo este espaço de dias, por vezes, me leva a crer que tu já não existes. Que não tenho saudades tuas ou que as tuas ausentes palavras ausentes já não mostram qualquer importância. Desculpa-me se às vezes parece que te esqueci, mas desculpa-me principalmente se às vezes ainda te lembro tanto. "É tudo uma questão de dias". Ou oportunidades, dizem eles. Talvez tenham razão, talvez haja um dia para nos esquecermos. Talvez haja uma oportunidade certa. Ainda te vejo aqui, mesmo que te tenha mandado embora da minha vida. Ainda te sinto aqui, mesmo que tenha pedido para nunca mais me tocares. Ainda me olhas tão demoradamente como era costume, mesmo que te tenha pedido para não o fazeres nunca mais. Ainda há recuo nas nossas palavras, espaço entre os movimentos. Ainda há risos em simultâneo, silêncios constrangedores ou palavras sem qualquer pronuncia. O que fazer, quando os dias deram lugar a meses, e ainda dou por mim a escrever-te com "ainda"?

6 de março de 2015

No fundo eu sabia que nunca íamos passar disto. De mais uma tentativa falhada. De mais palavras ditas sem sentido. Promessas não ditas mas tão bem pensadas. Sentimentos tão fortes e ao mesmo tempo tão distantes. De prazer sem qualquer outra definição mais calorosa. Não íamos ser nada, porque estamos destinados a não ser nada. E acho que é na tentativa de tentarmos ser o tudo um do outro que acabamos por nos rasgar em bocados de nada. 

20 de fevereiro de 2015

Eu até posso perceber que queiras percorrer oceanos atrás dele, dar a volta ao mundo até. Mas será que ele merece que te canses dessa forma? Que fiques nesse estado após toda a corrida? Porque eu estou de fora, eu vejo que gostares dele é uma corrida. E eu sinceramente não sei se tens esforço físico para tal. Não sei sequer se ele quer que o faças, que ainda é pior. Porque ele hoje gosta de ti, amanhã diz que não é um bom dia, e depois volta a gostar de ti no próximo. Que gostar é esse que depende dos dias? Que gostar é esse que é apenas feito de vontades? Podes dizer que ele tem vontade de ti, não gosta. Há muita gente que tem apenas vontade. Há muita gente que vive apenas disso. Vontade de estar com alguém, vontade de beijar alguém, vontade de dormir com alguém. E essa vontade repete-se. Pode repetir-se durante semanas ou até meses. Sem nunca chegar a ser amor. O que ele tem é vontade de ti, e isto é triste de se dizer. É realmente triste dizer-te isto. Não me interpretes mal, não quero que o faças. Não rasgues estas palavras, como já fizeste quando não gostavas do que ouvias. Porque o que eu te quero mesmo dizer é que não deixes que alguém que é apenas feito de vontades se apodere da tua. Tens amor, aliás, és feita dele. Não implores pelo de ninguém. Há mais lá fora. 

Sei que me vou cansar de te querer em segredo. 

9 de fevereiro de 2015

Fazes o meu dia crescer quando me dizes que estás lá em baixo à minha espera para apenas me dizeres calmamente que não desistirás de ser o que somos.

6 de fevereiro de 2015

Gostava de te dizer que o que gosto em ti é aquilo que tu achas que mais me irrita. As tuas pequenas falhas, os teus grandes erros ou as tuas pequenas imperfeições. Gostava de te dizer quando me deito sobre o teu peito, que é aquilo que menos esperas que eu mais gosto. Porque é fácil gostar de ti assim, do exterior que mostras a tanta gente e as tuas qualidades que deixas transparecer quando passas na rua. É fácil gostar assim. Difícil é gostar de quando erras, quando temes os passos que dás por serem maiores que as tuas pernas ou as escolhas que fazes que não te levam a lado nenhum se não, ao local onde te encontravas. É por isto que gostar de ti é tão fácil. Porque o permites na tentativa de te resguardares e na minha insistência de puxar sempre por ti. Ao deixares que o faça - ao contrário de como és com o restante mundo - deixas que goste de ti de uma forma bonita. E eu tenho gostado um pouco mais de ti todos os dias. Uma forma de gostar diferente de todas as outras maneiras que já gostei. Que não pesa, não sufoca e ainda dá vontade de sorrir por ser tão inocente. 

3 de fevereiro de 2015

"Se o amor nos deixar, se a terra desabar e o tempo nos mudar, eu irei estar sempre aqui." 

28 de janeiro de 2015

Deixa-me dizer-te que a vida é isto. Que estamos aqui de mãos enlaçadas sem pensar que amanhã é outro dia ou que à noite já é muito tarde para nos tocarmos, e por isso, não há nada melhor que segurar-te agora na mão enquanto o tempo ainda é nosso e o nosso pequeno amor ainda não nos doí. 
Habituá-mo-nos tanto a ser os "cura-feridas" uns dos outros que nunca há tempo para a pele voltar a nascer saudável. Porque o ciclo é: curamos as feridas dos outros, deixamos novas, e logo há-de aparecer alguém que venha curar as nossas. 
Maria Inês? Consegues ouvir-me? Tenho receio que já não reconheças a minha voz ou a linha das minhas palavras pelo tempo que te demorei a reescrever. A história mudou tanto, sabes? Aquela que eu sempre jurei que queria para mim acabou por não me dar a plenitude que sempre imaginei. Porque eu sei que tu sabes isto, já o experiências-te, quando alcanças aquilo que sempre quiseste o sabor já não é o mesmo. Porque o que tu e eu gostamos é o caminho que se percorre, as dificuldades que se atravessam, o gosto que dá em chegar a um caminho que sempre ansiámos. Mas, e quando chegamos lá? Quando vemos que tudo aquilo é o que sempre quisemos, e mesmo assim não nos deixa na plenitude? O que fazer, Maria Inês? Eu sei que tu sabes... sei que já percorreste este caminho. Eu abandonei-o, deixei-o para trás deixando sempre um passo à minha frente. Sabes o que te digo, não sabes? Mesmo sem o dizer, Maria Inês. E agora? Perdi quem me segurava os braços por alguém que gosta de segurar tantos, que não só os meus. Perdi quem não adormecia sem ter a certeza que era eu estava lá, no dia seguinte por alguém que só quer saber que existe sempre lá alguém. Sabes o que é isto, Maria Inês? Gostar mais da metade do que o completo? Será possível? Conseguir ganhar mais com o pouco do que com o que é muito? Estou aqui a ser-te transparente como sempre me pediste, Maria Inês. Sei que me percebes nesta complexidade de palavras..Sei que sabes tudo aquilo que te digo..Sei que sabes tudo aquilo que te escrevo mesmo sem o fazer. Porque afinal sempre fomos isto, não é? Um encontro de palavras que se reconhecem mesmo sem se conhecerem. 

25 de janeiro de 2015

"Gostava de ser o que te impede de precisar de mais."
 Somos isto.

19 de janeiro de 2015

"(...) Aliás, ninguém mandou o cabrão recolher o máximo de mulheres possíveis. Nós é que caímos na tentação de sermos pioneiras de uma causa perdida. Que connosco vai ser diferente. Que vai ser mais que uma noite, que acordamos com mensagens e deitamos-nos com outra, que vamos andar de mão dada. Tretas. As mulheres gostam dos rapazes mal comportados, isto porque temos a necessidade natural de nos sobrepormos umas às outras, e se ele nos amou a nós e não à amiga do lado, então temos qualquer coisa que mais ninguém tem. Não, não temos. (...)"