2 de abril de 2014

a vida ri de nós.

Desisti de tentar acertar o meu tempo no teu.

9 de março de 2014

Pedro Chagas Freitas


“Bastava que ela me dissesse: vamos. E eu iria. Não sei para onde. Não imagino para onde. Mas iria. Feliz como nunca. Feliz como estou feliz sempre que estou com ela. Vamos, diria ela, nos meus sonhos mais utópicos. E eu iria. Mas não vou. Ela não diz. Ela não diz nada e eu vou aguentando esta sucessão de nadas que tento transformar em tudo. Amar é transformar uma sucessão de nadas em tudo.” 

26 de fevereiro de 2014

Achamos sempre que conseguimos ser imunes ao tempo. Que passe o tempo que passar, tudo e todos acabam por ficar. Achamos sempre, que com a base de uma promessa de dedos traçados, conseguimos impedir o tempo de levar quem mais queremos e o que mais tememos. Achamos que quando há amor, e muito amor, este resiste a tudo e a todos. Mal sabemos nós que o amor consegue ser tão vulnerável às partidas do tempo. Mal sabia eu que o nosso poderia ser tão tocável, quando nós sempre o idealizamos e projetamos ser tão intocável. Deixamos que nos trocassem as voltas, quando sempre juramos que estaríamos de mão dadas e com os braços à volta um do outro, mesmo que de costas para o mundo. Deixamos.... deixamos... tudo aquilo que sempre negamos que pudesse acontecer. E foi por nos acharmos tão superiores, tão intocáveis, tão três metros acima do céu, que nos deixamos cair num céu que não é já nosso. Deixamos que nos levassem tudo aquilo que sempre tivemos mais em nós: amor. 

27 de janeiro de 2014

24:00

Quando sinto vontade de te escrever ou de te falar em amor, nem sempre é para retratar a maneira como fomos começando a gostar um do outro ou as formas que arranjamos, entre nós, para o mostrar. Às vezes sabe melhor inventar e criar aquilo que nunca fomos capazes de tentar. Imaginar por breves momentos na minha cabeça, os sonhos que tão rápido chegam às nossas conversas e se perdem nos nossos silêncios. Pudesse eu agarra-los e prende-los em ti. Pudesse eu agarra-los com o coração e fazê-los crescer dentro de nós. Torna-los cada vez maiores, torna-los cada vez maiores sonhos de amor. Agora sei que estás aqui, outra vez, à minha frente pronto para me ouvires contar um deles. E por isso, quero que feches os olhos. Quando fechamos os olhos para as cores do mundo e nos conseguimos encontrar a nós mesmos numa só cor, a realidade parece sempre mais bonita... Então vá, fecha os olhos, e deixa que seja a minha voz a embalar-te de sonhos e promessas tão bem pensadas e imaginadas. Quando a minha voz soar mais baixinho, bem mais perto dos teus ouvidos, saberás que estou a sorrir por ter terminado. Desta forma, irás colecionando em ti sonhos meus, sonhos teus e sonhos nossos.  E eu sorrirei, no fim, por saber que ficaste com a minha voz dentro de ti. E mesmo que essa algum dia, no mundo real, acabe por se desgastar, tu poderás sempre ouvi-la. Porque a guardaste em ti e saberás sempre onde a encontrar. 

14 de janeiro de 2014

Costumávamos dizer em tempos, que acontecesse o que acontecesse, continuaríamos a ser o que mais brilhava um no outro. E eu quero dizer-te hoje, que aconteceu tudo o que nós queríamos dizer com «acontecesse o que acontecesse» e ainda assim, continuas a ser tu aquilo que mais brilha em mim. E eu hoje só te queria dizer mesmo isto, porque sinto que à medida que te dirijo palavras estas vão-se perdendo no tempo e no espaço, e nós sempre dissemos que o mais bonito em nós era pensado quando nos olhávamos nos olhos sem ser preciso dizermos aquilo que estávamos a pensar. Nós sabíamos, e isso de certa forma dava-me a mim e a ti vontade de rir. E é este silêncio bonito que sempre houve entre nós desde o primeiro dia que eu quero guardar para mim num espaço intemporal. Deixa-o estar assim entre nós, a rondar os nossos ouvidos e a soar nos nossos corações. Deixa-te estar assim, porque sempre ouvi dizer, que quando mais se diz e mais se faz, mais doí. E eu não quero de alguma maneira, ser uma ferida para ti. Quero que te lembres de mim quando te fazia sorrir por mais vezes que dissesses que era impossível consegui-lo. Pode ser assim? Sabes que nunca gostei de ouvir um "não"....

6 de janeiro de 2014

Sei já de antemão que não te deveria começar a escrever. Não devia, porque sei como sou: apaixono-me sempre pelas palavras e depois a quem se dirigem. Sei que é sempre assim. E tu não mereces que eu me apaixone pelas palavras, quanto mais por ti. Mas agora já escrevi... e continuo a escrever-te sem conseguir prever qual será a minha última palavra. Preferia que não me tivesses tocado, assim tinham-se evitado as palavras de culpa, de medo, de angustia e estaríamos os dois num plano bem mais calmo. Aliás, devíamos era ter falado mais sem que se passassem os gestos que eram proibidos - pelo menos entre nós. Não podíamos ter cedido ao momento, muito menos às palavras que não poderiam ter sido ditas. Eu não podia. E tu também não poderias tê-lo feito. Dizes que agora já está feito, e eu rio-me sem ter vontade para o fazer. Só eu e tu sabemos, e agora as palavras também o sabem, mas eu mesmo assim escondo. Porque afinal o segredo, está mesmo em guardar segredo do sucedido. Sem te rires, esquece-te bem devagarinho de como tudo se procedeu naquela manhã, e de como os dois enganados pelos medos fomos caindo na tentação. Sempre mais um bocadinho, sempre mais um bocadinho, até onde tu sabes. Mas não podes saber, shiu. Esquece-te. Deixa que essa memoria se apague dentro de ti. Sabes quando arriscas aquilo que não poderias sequer pensar em arriscar? Podemos ter arriscado os dois, mas ao menos arriscamos juntos.

27 de dezembro de 2013

01:11

Estava habituada a voar contigo no mesmo céu, como inicialmente tínhamos definido. Um céu coberto de nuvens cor-de-rosa que não nos deixavam cair, mas que principalmente nos amparavam das quedas. E era como fechar os olhos no infinito e dar-te a mão para que pudesses ser tu a guiar-me. Fi-lo tantas vezes, sem pensar que me deixasses cair, ou pousar onde não devia. Fi-lo vezes demais. E errei porque te confiei demasiado o meu destino. Confiei-te aquilo que achava que podia ser passado contigo. Confiei aquilo que não podia confiar. Confiei em ti quando me dizias que iriamos voar sempre três metros acima do céu...... Confiei porque não pensei que este céu só nosso pudesse deixar de existir. Parece que as nuvens cor-de-rosa de amor deram lugar a outras que não são as nossas. Não reconheço este local para o qual me transportaste de olhos bem fechados; muito menos reconheço o sentimento que está à nossa volta. Quero de volta o céu cor-de-rosa, quero voltar a voar contigo ao meu lado, pelo menos três metros acima dele. Tal como sempre dissemos um ao outro, tal como sempre prometemos. 

24 de novembro de 2013

corda bamba da vida

Andamos na corda-bamba da vida: entre aquilo que temos, e aquilo que sempre quisemos ter. E o que separa a primeira da segunda é a força que temos dentro de nós para o conseguir. Essa força que por vezes se encontra tão fora de nós, tão desaparecida da vida nem sempre se encontra. É difícil dar impulso para agarra-la, porque para isso é necessário deixar aquilo que temos já adquirido e percorrer o caminho do desconhecido até aquilo que sempre quisemos ter. E ninguém gosta de andar por caminhos desconhecidos, por onde não há certeza que há chão que nos suporte porque a qualquer momento nos pode deixar cair no abismo. Mas eu desejo-o tantas e tantas vezes. Porque aquilo que tenho é meu, está nas minhas mãos e quase ninguém mo pode tirar. O que sempre quis ter? É o meu sonho, aquilo que me  farará sentir no expoente máximo de felicidade. E são tantas as vezes que a vida nos deixa com esta escolha entre as mãos: de deixar estar ou de avançar. São tantas as vezes que nos encontramos nesta encruzilhada, mesmo que não nos apercebamos, estamos lá. As escolhas nem sempre são as melhores e nem sempre são visíveis. Mas agora eu vejo-nos nesta corda-bamba da vida que a qualquer momento se pode desfazer e nos deixar cair. É tarde, muito tarde. Já passou tanto tempo, e está na altura de me desprender daquilo que tenho e não me faz feliz na sua totalidade, e partir para o desconhecido, para o mundo dos sonhos e das imaginações. Talvez seja ai onde mora a felicidade. Talvez seja naquilo que não conheço, ou em quem ainda não conheço, que encontrarei o que me faz mais feliz. Quem sabe. 

10 de novembro de 2013

custa tanto, meu amor

Os dias bons deram lugar aos dias maus. Os sorrisos deram lugar ás lágrimas a cair sob o meu rosto. A confiança deu lugar à desconfiança. A paciência deu lugar à falta de tempo. O quadro de flores em que nos pintavam todos os dias deu lugar a um barco naufragado em pleno oceano. O amor deu lugar... Nem sei no quê. Custa ver que nos transformamos tanto, num tão curto espaço de tempo. Doí saber que já não há sorrisos todas as manhãs, ou ações pensadas com carinho e paixão em função um do outro. E pensar que já tivemos tão ancorados um no outro, tão próximos que parecíamos ser só um.. E pensar que já fomos tanto, que podíamos ser tanto, e agora estamos assim.. E o que doí mesmo, é imaginar aquilo que não se realizou, não se disse e ficou por escrever. É lembrar-me que a felicidade esteve tão bem nas palmas da minha mão e eu não consegui uni-la à tua. É lembrar-me que a música ainda toca como pano de fundo da nossa história, no entanto, sem encanto ou paixão. Já não há risos nas manhãs e choros de felicidade com o cair da noite. Porque a distância tomou conta de nós; tomou conta de dois caminhos que em tempos juraram não se separar. E agora? Estão no seu estado mais paralelo. Custa olhar para ti e ver que há lágrimas que querem sair, por minha causa ou pela falta dela. Custa ver que escorregamos tanto no amor. E custa muito, mais do que aquilo que sempre pensei que pudesse custar. Porque em nós, nunca ninguém soube tudo. Nunca. E isso será uma história que ficará para contar, meu amor. 

23 de outubro de 2013

És o melhor do meu mundo.

12 de outubro de 2013

"Obrigada"

Acho que nunca te agradeci por aquilo que de bom ou mau me ensinaste. Ter-te para mim, sempre foi como ter uma moeda na minha mão: com duas faces, e com duas caras. Sempre foi como ter um arco-íris no meu céu, uma vez que tanto podia haver sol como chover. E eu com o tempo fui-me habituando a essa incerteza de vida, como quem cola pedaços de outro alguém em si. E era tão isso o que eu fazia contigo.. Tão isso. E talvez tenha colado demais de ti em mim, que se tornou tão difícil separar o que era meu e o que sempre foi teu. Caímos sempre neste erro, de dar demais de nós, a quem se entrega tão pouco. Erramos. Não podemos deixar que se entreguem apenas um pouco, quando nos queremos entregar a nós por inteiro. Não dá. É um erro no amor e na vida. E eu cai no erro de amar e de viver. Errei comigo e contigo e aprendi no fim a dizer-te "obrigada". Isto porque já dá para me sentar contigo num dos tantos cafés de Lisboa, e conversar sobre qualquer assunto que não sejamos nós. Dá para ter uma conversa de horas, sem que sejam os nossos erros passados, o motivo da mesma. E por isso agradeço-te pelo tempo que esperaste por mim até estar preparada para manter esta amizade, que ainda que seja frágil, tem quase tudo para poder ser forte. Um grande obrigada, porque um "obrigada" também é uma palavra importante com igual valor a um "gosto de ti" ou a um "podes contar sempre comigo". Um obrigada é uma palavra que custa a sair da minha boca, e no entanto saiu, quando me despedi de ti e sorri ao saber que não seria a última vez.

12 de setembro de 2013

Se desenhares um circulo perfeito numa folha de papel apercebes-te que podes ser tu que estás dentro dele. Shhhh, não fales. Eu vou contar-te o segredo. Hoje peguei numa folha de papel branca, e quando me apercebi tinha pegado na caneta, não para escrever mas sim para desenhar. Desenhei um circulo ao longo da folha e coloquei-me lá dentro. Um círculo. Seria uma boa metáfora para a minha vida. De linhas perfeitas e de encontro certo. É isso que chamo a esta nova fase da minha vida, é a isso que se assemelha. Lá dentro estou eu. E aquilo que quero que também esteja. Não há entradas indesejadas ou visitas momentâneas. Quem vem, vem para ficar. Quem quiser vir para não ficar, não entra. E é como se o limite do círculo fosse a porta da minha vida e lá dentro coubesse tudo aquilo que tenho guardado tão bem na palma das minhas mãos. E por isso, já sabes que quando tiveres o tempo a passar-te entre os dedos, pega numa caneta e desenha o teu próprio circulo. Estabelece os teus próprios limites e as tuas regras. Mantém-te lá dentro com quem te quer bem, sem nunca escapares por quem já te quis mal. Vês? É esse o segredo. 

27 de agosto de 2013

E foi numa noite de estrelas como a de hoje, que entre sorrisos e palavras doces, dissemos o nosso para sempre. 

17 de agosto de 2013

Hoje pensei em ti maria inês. E como se pensar em ti não fosse para mim o mesmo que pensar nas palavras. Mas pensei, e senti um rasto a saudades nas pontas dos dedos de quando eras tu um dos meus destinos para as palavras. Tinha-te a ti quando achava que não havia mais ninguém à minha volta. Mas estavas lá tu, mesmo que este tu seja disfarçado de farsas e ventos que levam alguém ao meu encontro. Estavas cá sempre quando a escrita chamava por mim e as minhas palavras cantavam o teu nome. A v ida tem sorrido para mim - daquela forma que sempre pedi mas nunca achei que fosse possível - e eu tenho sorrido para ela de uma forma ainda maior. Sorrio para ela, como se tivesse a sorrir para ti ou para outra pessoa perto de mim a quem tenha uma grande estima. Devemos sempre sorrir para quem estimamos, não é verdade? Bem sei que sim. E é por isso que te digo: sorri para mim. Agora quando leres isto. Ou mais tarde quando te lembrares daquilo que aqui estava escrito. Sorri sempre para quem dá tudo por ti, da mesma forma que tu és capaz de dar por alguém. Sorri para quem te segura do mundo, e te envolve nos braços para te proteger do que não conheces. Sorri sempre quando dizem que estão do teu lado, para tudo o que poderá vir, porque acredita que essas devem ser das melhores palavras que alguém te poderá dizer. E quero que sorrias maria inês, com a mesma intensidade daqueles sorrisos que sabem a amor e cheiram a flores de primavera. Tinha saudades tuas maria inês, mesmo sabendo que tu não és nada mais que isto - palavras sem destino, mas que são o meu preferido. Tinha saudades disto, de começar do zero e deixar as palavras soltarem-se até onde eu nunca imaginei que pudessem chegar. Fica sempre aqui - perto - sem nunca te ausentares pelo horizonte porque te tenho uma grande estima maria inês. E olha, como já te disse devemos sempre sorrir para quem estimamos.

31 de julho de 2013

Se calhar não te lembraste que hoje quando o relógio bateu as 00:00 nós renascemos. Digo renascer - porque faz anos que nascemos juntos. Dentro de um amor que em tempos pensamos ser forte o suficiente para atravessar a barreira do tempo e construir a sua própria passagem para lá do que é eterno. Se te lembras, costumávamos pintar o futuro de cores claras, eu de branco e tu de azul idêntico aos teus olhos, que mesmo não tendo nada a ver se misturavam tão bem como nós. Criávamos em tardes aquilo que nunca ninguém se tinha lembrado de criar em vida, e juntos ficávamos noite após noite, sempre com mais um sorriso guardado no bolso dos casaco de cada um. E desta estranha pintura de aguarelas, nascemos nós - que podemos não ser o melhor quadro para um museu, mas seremos com certeza o melhor de todos para a nossa casa. Também essa a idealizamos à nossa medida, com as minhas escolhas e com os teus toques nelas. O tamanho nunca foi importante para nós, que julgávamos caber lá dentro com o nosso amor que nos enchia o peito. E juntos já sonhamos tanto. Já idealizamos tanto. E é certo que crescemos tanto um dentro do outro. Digo-te em segredo com voz baixa que és enorme dentro de mim, muito maior do que os meus 1,63cm de altura que me fazem tão pequena quando estou no meio dos teus braços. E eu sei que sou maior em ti, mais do que aquilo que fui ontem, e provavelmente serei muito maior amanhã, do que aquilo que já sou hoje. Sei, porque essas coisas sabem-se sempre. E tu se calhar não te lembraste mas eu lembrar-me-ei sempre que foi num dia como o de hoje que tu  nasceste em mim. 

25 de julho de 2013

00:15

Com medo ou com falta dele vais-te aproximando cada vez mais do precipício, correndo mesmo o risco de cair. E lembra-te: se o fizeres, não terás ninguém a amparar-te a queda. 

19 de julho de 2013

é sempre muito o que fica por dizer

E é quando o coração te pesa mais do que as lágrimas que te correm pela face que tu me pedes que te escreva. Assim como quem pede baixinho aos meus ouvidos, para que naquele momento, as nossas almas se encontrem e dêem as mãos. Mal sabes tu que elas têm vivido de mãos dadas. Mal sabes tu que te escrevo quando menos me pedes mas sim quando mais precisas. Não tem de haver um motivo, muito menos uma razão para pegar nas palavras e conduzi-las na tua direção. Mas hoje digo-te que há: quero que te encontres comigo aqui, entre as linhas, onde tantas vezes pousas sem pensar. Quero mostrar-te de que cor pinto a minha escrita quando esta se dirige para ti. Quero dizer-te que a pinto com cores que sabem a amor, porque assim, sei que estão à nossa medida. Quero dizer-te e também mostrar-te que nem sempre consigo dizer aquilo que mais quero, mas que por vezes, aquilo que não disse fica entre uma palavra e outra como quem esconde algo que não sabe onde esconder. Quero dizer-te isto e também aquilo que ficou entre a última frase. Vês? Há sempre coisas que ficam por dizer. Sempre. Sempre. Mas não te preocupes, porque aqui, entre nós são sempre coisas boas que acalmam os corações. E quem sabe um dia, todas essas coisas que ficaram presas às palavras se livrem delas e cheguem até às pontas dos meus dedos. E eu as escreva como quem conta uma história que se esqueceu de contar, e talvez assim, tu entendas que não há que forçar aquilo que fica por dizer, porque tudo isso um dia ganhará vida. Quando tiver mesmo de ser ou quando tu menos esperares podes ter a certeza que tudo ficará escrito.. e se não for no papel, que seja nos nossos corações.

17 de julho de 2013

de amour love

"E o amor nunca será para pessoas como nós, o amor nunca será para nós que pensamos saber tudo, que nos achamos tão infinitamente superiores. O amor é para os que fecham os olhos e saltam do precipício, nós acreditamos que podemos voar e atiramo-nos de olhos abertos."

15 de julho de 2013

quando se gosta, não há medos

Hoje li: com quem queres estar quando o mundo acabar? Não demorou muito para que fosse a tua imagem a capa do meu pensamento. Porque era contigo que eu queria estar quando me dissessem que não haveria mais luz. Eras tu quem eu queria à minha frente para me poder dizer "não te preocupes, porque está tudo bem". E eu acreditava, por seres tu que estavas do meu lado. E com isto quero dizer-te que não importa o que está por vir, mas sim o que somos agora . Que somos o que temos vindo a construir juntos dia após dia, com tanta dedicação e empenho. Criamos um amor pequenino entre as duas palmas da mão, que agora é Amor que já não cabe dentro de dois corações. E por isso não tenhas medo, porque eu estou aqui. Não tenhas medo daquilo que não conheces, daquilo que poderá vir a acontecer, porque afinal de contas eu vou estar sempre aqui. E sempre ouvi dizer que quando se gosta - quando se gosta mesmo muito como nós gostamos um do outro - não há medos.

7 de julho de 2013

dar de nós

Já pensaste um dia acordar e dizer a alguém tudo o que nunca tiveste tempo de dizer aos outros? Aqueles detalhes teus que ninguém sabe, a não seres tu. Não sei, dizê-los em gesto de segredo, como se a outra pessoa o guardasse até sempre, sem nunca o repetir para ninguém. Descobria-te, como nunca ninguém tinha descoberto. E tu gostavas, porque gostamos sempre quando descobrem as coisas boas que temos em nós. Quando cuidam delas, quando as guardam, e as tornam também coisas suas. Quando damos de nós a alguém não só fazemos a outra pessoa sorrir como também sorrimos com ela. E ela guarda-te, entre sorrisos e promessas de nunca contar a ninguém, porque todos os pormenores são guardados e mais tarde relembrados. E eu vou guardar isto em mim. Porque vai chegar o dia que eu vou acordar e dizer tudo aquilo que está preso em mim a alguém, e essa pessoa vai guardar esse pedaço de mim. Vai ficar com ele e ao mesmo tempo fica comigo. E talvez seja esta a melhor forma de guardar as pessoas dentro de nós, em segredo. Shhhhh.