O nosso amor é intemporal como a flor de papel que me deste na ultima noite. É como se tivéssemos que cuidar dela, dia após dia, para não a ver morrer, mesmo sendo de papel. E ainda assim continuar lá, depois de cuidar para a ver crescer. O amor cresce assim, aos poucos. Ainda que não dês por esse crescimento ele cresce em ti, e em mim ao mesmo tempo. E sabes de que é feito este crescer, amor? Sabes como é que se faz crescer um amor dentro de nós de igual forma? É aos poucos, com grandes e ao mesmo tempo pequenas doses de paciência, respeito, sinceridade, e carinho. E o amor cresce assim, num simples passeio de mãos dadas, ou numa ida até à praia para ver o amanhecer. Num café pela manhã, ou num lanche em tua casa a meio da noite. Num passeio de mota a toda a velocidade com os olhos vendados ou numa promessa feita antes de adormecer. Ele cresce em mim e em ti, dia após dia, madrugada após madrugada. E é simples; a única coisa que tens mesmo de fazer é estar aqui para ele e para mim, sem nunca partir. Continuar a olhar por ele como tens feito até agora, sem nunca desviar o olhar. E tu sabes como é bonito vê-lo crescer e a tornar-se naquilo que sempre esperaste que um dia fosse. Um Amor.
26.5.12
23.5.12
Acredita se te digo que ando descalça em pés de lã pelo teu coração sem medo de tropeçar, ou se me deixo a flutuar na palma da tua mão, sem medo de cair. Acredita que não há mal nenhum em ser já mais tua, do que de mim mesma. Está tudo bem. Deixa-me que to diga aos ouvidos, devagar, letra a letra para que tu leias a leitura do meu coração. Que está tudo bem por aqui, que não há mal algum que resida nas nossas diferenças ou nas diferentes cores dos nossos corações. Deixa-me só cuidar de ti enquanto aqui estás e a vida não te tira de mim, e ouve-me apenas dizer sem medos: está tudo bem.
19.5.12
Eu dizia-te a coisa mais bonita que fiz..diria que foi naquele Verão que agora parece já tão distante que, com os pés na agua e sentada na areia te contei o que fazias em mim. Contava-te que trazias o bom que tenho em mim, ao de cima. Que me fazias rir quando já não tinha sequer forças dentro de mim. Contava-te a sensação que tinha em mim, quando naquelas duas semanas sai de casa todas as noites, sempre a mesma hora para te encontrar na praia. Contava-te que o sono deixava de existir para passar a viver só de amor. E já o era, sabes? Amor, já era sim. Era pequenino e tu soubeste como cuidar dele, como o manter sempre junto a nós, mesmo quando o tentavam afastar e levar para longe. Ele estava lá sempre, em todas as noites, até quando me vinhas trazer a casa e seguias pela rua fora, ele continuava. Sempre, a sorrir de varias cores para nós. Ele hoje cresceu, sabias? E continua sempre aqui, do nosso lado em todas as noites que é dia de me entregar aos teus braços. Ele hoje, quando acordei, fez-me escrever-te assim, como se o passado tivesse agarrado a mim e o sorriso colado à minha boca. Não tenho medo das saudades boas que tenho tuas, porque elas de uma forma ou de outra trazem-te sempre até mim, mesmo que não estejas aqui. As saudades em nós são boas, porque são poucas as más que temos entre nós. E ela hoje está aqui..entre mim e ti a sorrir-nos e a dizer que tudo o que vivemos até agora valeu a pena. Sabes disso, não sabes? Ela está aqui junto a mim, a ouvir-te cantar enquanto as minhas palavras saem com esta fluidez que te escrevo, sem retroceder numa palavra. Há quem diga que escrever assim, de impulso, tem mais valor, mais significado, porque não há tempo de inventar, nem de florear as palavras, mas sim escrever tudo como é, com a maior simplicidade porque fica sempre mais bonito. E o nosso amor é assim, simples mas bonito.
13.5.12
Às vezes pegas numa fotografia e pensas naquilo que ela te pode transmitir. Não precisas de conhecer o que nela está fotografado, porque consegues imaginar-te como se fosses tu nela e não outra pessoa qualquer. Quando olhas para uma fotografia, por mais simples que ela seja, consegues ver que por trás disso há traços de amor, laços de paixão que se foram desenvolvendo no momento. Porque fotografar também é apaixonar-se. É ver o mais simples pôr do sol e querer tê-lo sempre para si, numa fotografia. É ver um sorriso escondido e querer guarda-lo para sempre em si, numa fotografia. É estar num sitio e querer fotografa-lo para o manter presente, numa fotografia. A fotografia tem destas coisas que nem toda a gente consegue ver, mas tu consegues porque eu te tenho ensinado. E quantas vezes não é como olhar através de outros olhos que tens dentro de ti que não são os teus e ao mesmo tempo inventar palavras para a descrever. Criar historias e cenários para aquilo que é retratado numa pequena imagem. É também tê-la em nós na medida em que nos conseguimos identificar nela; quando há algo que nos liga, que nos junta, e ficamos assim conectados. De certeza que se eu te perguntar se tens uma fotografia que te marque, que te diga algo bonito, tu terás. Porque toda a gente tem ainda que não se aperceba. Eu tenho a minha, sabes? É simples, e é por de tão simples ser que é diferente e especial. Tem algo bonito dentro dela, que eu por mais que tente não consigo entender o que é; e é isso a principal coisa que admiro nela. Mostra-me tu a tua. Descreve-me aquilo que mais te fascina nela e te faz olhar por horas - imaginando como seria tudo do outro lado de lá.
12.5.12
Nem sempre o céu chama por nós. Nem sempre a lua está tão perto ao ponto de nos beijar a alma. E hoje eu digo-te: ela até pode estar longe, mas eu estou bem perto. E mesmo que a lua não grite o teu nome de madrugada como sinal de me vires buscar, o meu coração grita pelo teu. Ás vezes tu pensas que ele não responde - mas ele fá-lo sempre. E eu sei que esta noite ele não vai parar de o fazer, até ver a tua luz de chegada ao pé da esquina. Sabes, ele só vai parar, quando tu subires as escadas e chegares junto a mim e me disseres: já estou aqui. E aí sim o meu coração encosta-se ao teu, e juntos eles dão as mãos mesmo sem as terem, unem-se mesmo sem se tocarem. Vês? Nada entre nós deixa de ser bom, mesmo que a lua hoje não esteja disposta a chamar por nós.
7.5.12
Quero que me prometas que ficas comigo aqui até ao fim, mesmo que as promessas sejam apenas palavras. Mas fá-lo na mesma, porque mais do que palavras é a tua intenção, e para mim isso é o que mais conta e mais é guardado aqui dentro. Promete-me que me mostras o caminho que percorreste até chegar a mim aos bocadinhos, porque eu gosto de o desvendar um pouco mais dia após dia do teu lado. Mostra-me de que cores é ele feito, quais foram os obstáculos onde tropeçaste até me encontrar, e se houve alguém que te quisesse impedir de chegar até ao fim. Conta-me um pouco mais de tudo isto aos finais de cada noite e no fim de tudo, quero ouvir-te prometer que ficas, até ao fim, mesmo que não saibas quando o é. Mas que ficas apenas, até o fim ser o para sempre.
1.5.12
Estás aqui ao meu lado e pedes-me a sorrir que escreva para ti. E mal sabes tu que o que eu gosto mais em ti são os teus defeitos, os teus pecados, as palavras que não sabes pronunciar e o pouco jeito que tens para tons sérios. Para se gostar mesmo, como eu gosto de ti, é preciso também ter atenção àquilo que não se gosta nada das outras vezes, mesmo nada, isso é que é gostar como eu gosto de ti, é isso, só isso, que me faz gostar de ti, meu amor. E agora podes vir ler-me, mas lê-me baixinho. Deixa-me eu ficar a observar-te a sorrir uma e outra vez mais à medida que as palavras vão ficando em ti. É isto o que me faz escrever-te e deixar que me leias, sabes? É saber que as palavras não são apenas minhas, é saber que as posso dividir contigo e que tal como eu também as sabes guardar em ti, sem nunca as perdermos por aí.
28.4.12
Há certas alturas do dia em que as palavras fluem para ti com uma maior facilidade, como é o caso destas manhãs quando o teu cheiro ainda está em mim e eu ainda sou capaz de sentir a tua mão a passar sobre a minha. É nestes inícios de manhã que as palavras se entrelaçam desta forma em mim e eu sou capaz de as deixar aqui, com todo o meu amor, para ti. Tu estás da mesma forma para mim como as palavras estão para o papel, como o amor está para os namorados e a felicidade para as gargalhadas. E se juntássemos tudo isto, iríamos ter-nos a nós e às nossas noites. Tal como o foi ontem. Como quando estávamos deitados na areia eram 4.18 da madrugada e tu olhavas para mim e eu pensava "podíamos ficar para sempre assim". Porque na verdade eu não me importava de te ter só a ti no meu mundo. De ser só o teu amor que me fazia escrever e passar horas com um papel e uma caneta na mão à espera que as palavras nascerem em mim, só para tu mais tarde me puderes ler e dizeres que toda eu sou feita de palavras. Das boas, de amor, já me disseram. E sabes, quando eu agora olho pelo ombro e vejo tudo onde já passei, as palavras que já disse, e tudo aquilo que já escrevi eu agora sim vejo que aquilo que já senti anteriormente não era amor. Pode parecer que o é - porque nunca o conheceste de verdade, e por isso não sabes do que esperas - mas eu agora sinto que o é. É como se fosse um clic que se dá no coração, que se vai desenvolvendo em múltiplos clics quando te aproximas da pessoa e quando chegas junto dela, quando a tens tão próxima de ti sabes que é amor, por já nem sentires os tais clics de tantos serem. E eu tenho pensado muito nisto, naquilo que já vivi e no que tenho vivido agora, e os tempos nunca devem ser comparados nem eu gosto que o sejam porque antes fui uma coisa e agora sou outra completamente diferente para ti. Na verdade é como se me tivesses feito ser a melhor versão de mim. E eu agora vejo que é em ti e nas palavras que só tenho para ti que cabe todo o meu amor.
27.4.12
Bem decidi criar à uns dias um blog mais pessoal no qual sinto que estou mais à vontade para partilhar coisas, algumas delas sobre mim, que não tenho esse à vontade aqui por este blog estar tão exposto. Este é o meu blog da escrita e não deixará de o ser e o novo nada tem a ver com este, mas ainda assim quem quiser aceder que deixe aqui o mail para eu permitir ou não o seu acesso. O blog será privado, e só essas pessoas que deixarem aqui o seu mail poderão visualiza-lo. É também uma experiência, se no espaço de alguns dias eu não sentir que era isto que queria ou precisava, ou que de alguma forma não me sinto bem ali eu elimino-o. Obrigada, claire
Subscrever:
Mensagens (Atom)







