18 de outubro de 2011

Ontem vieste buscar-me à janela e trouxeste contigo uma nova regra para as nossas madrugadas. Só te levo a casa quando o sol estiver a nascer. É disto que eu gosto em ti. Queres sempre mais do que aquilo que tens. Queres ter sempre este gosto a especial e a descoberta. Queres sempre pisar a risca que não deves. E eu deixo-me ir contigo. Hoje tenho um sítio especial para te levar. E eu sorri. Gosto quando és assim, quando me tratas como se fosse algo nas tuas mãos que se partisse ao mais pequeno toque. E talvez seja, e tu sabe-lo bem. Tapaste-me os olhos com a tua camisola e ajudaste-me a subir para a mota, segurando nos meus braços para que te abraçasse. E oh, esta é mesmo aquela sensação que eu tanto gosto em nós. Abraçar-te e colocar a minha face junto às tuas costas quando a tua mota nos leva ao sítio que tu escolheste. Não sei se demorou pouco tempo até que dissesses chegámos ou se é o tempo que voa quando estou contigo. Confesso que estava curiosa, até que senti os pés no chão e entendi onde estávamos. E oh amor não sei se viste, mas eu sorri tanto. Lembraste-te que era hoje. Que há um Outono atrás havíamos feito o mesmo ritual e trouxeste-me até aqui. A floresta. Aquela onde deixámos os nossos corações entregues ao destino e fomo-nos pertencendo um ao outro sempre mais um bocadinho. E oh estar aqui, que saudades que eu tinha sabes? Pegaste-me ao colo até àquela àrvore e pusaste-me no chão. E escolheste mesmo o sítio certo, eu vi. Permanece lá. E tu riste. Sabes porque é que hoje te trouxe aqui, não sabes? Sei amor. Oh se sei. Deixei cair novamente os olhos para que eles não desviassem a sua rota e fixei-o. O nosso «quero-te muito» feito com as tuas chaves de casa contínua lá intacto à erosão dos dias e da vida. E que bom que foi saber, sabes? Permaneci calada a apreciar o momento e tu também o fizeste. O silêncio instalou-se entre nós. Eu nunca gostei de silêncio até tu apareceres. Mas sabes, contigo eu não me importo de partilha-lo, porque ele diz tanto de nós. Percebes o que te quero dizer? Contigo eu gosto de tudo, mesmo daquilo que nunca gostei antes. É isto o que me fazes. Fazes-me bem. Fazes-me querer viver, fazes-me querer guardar-te bem lá no fundo do meu coração. E olha, aqueceste-me a noite. E até o nascer do sol, é que é sempre bom começar um novo dia contigo a sorrir para mim e a dizer contínuo a querer-te muito chinesinha, todos os dias sempre mais um bocadinho.

19 comentários:

  1. mas que amor doce, que amor tão lindo que me faz querer amar mais ainda:)

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  2. concordas também? :)
    adorei o teu texto, escreves tão bem (como já te tinha dito)!

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  3. mas creio que a "minha" distância é superior a qualquer outra, excluindo a morte, claro :s

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  4. que amor, que docura. adorei <3

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  5. olha quem fala:) tu nunca páres de escrever beatriz:)

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  6. sim fortalece, mas também custa muito. eu não o consigo mesmo ver desde Setembro, ele está muito muito longe :/

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  7. é que ninguém percebe mesmo.. e depois, como se não bastasse, criticam por suportarmos uma relação assim..

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  8. disseste tudo, concordo mesmo! mas um dia, essas pessoas, vão aprender o que é amar alguém verdadeiramente e com o coração todo e aí, serão capazes de entender o que antes lhes era incompreensível :)

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  9. é não é? oh, mas que lindo, que doce:)

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  10. ai que fico sem palavras sempre, amor lindo <3

    olha conheci a música e apaixonei-me logo por ela quando vi o filme the tree. <3

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  11. Não tenho comentário suficiente para este texto. Está incrivelmente perfeito.

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  12. eu escrevo bem mas a tua escrita é perfeita!

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